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...com uma leve influência nietzscheana...


Etimologia, questão de interpretação e religião

 

 Resolvi reunir estes três temas que me interessam bastante, para fazer reflexões aparentemente toscas, porém com uma essência vibrante e fundamentos metafísicos.

            A etimologia explica a origem dos vocábulos e o porquê de sua existência; isso é o mais perto que podemos chegar da pureza dos primórdios. Aproximar-se da pureza pode ser perigoso, talvez por isso muitas pessoas não se importam com a etimologia, outras muitas nem sabem o que significa, ou jamais ouviram tal palavra.

            Os terrenos arenosos não são o local preferido dos fracos que temem, e a etimologia é, sem dúvida, terreno arenoso. É como penetrar a alma do vocábulo, descobrir seus maiores e mais velados segredos, e conseqüentemente, conhecer seus podres. Mais que umas sessões de terapia freudiana, ela pode causar úlcera ou esquizofrenia se observada muito de perto. Uma palavra dita repetidas vezes, ano após ano, dia após dia, durante milhares de anos carrega consigo um registro quase nefasto aos olhos mais ingênuos.

Nunca me esquecerei do homem das sobrancelhas, o infanto-juvenil Monteiro Lobato (que era, na verdade, um grande “censurador” passadista, quando da época de Mário de Andrade, Anita Malfatti e outros colegas modernistas – mas isso é outro assunto), que descreve a tão querida “Dona Etimologia”, uma senhora velha como Matusalém e o próprio globo terrestre, que conhece a fundo cada serzinho pululante que são as palavras, e dá um show de aula a Emília, quando esta se encontra no País da Gramática. Aliás, este foi um livro que li diversas vezes quando era pré-adolescente, por gostar muito, mas isso já faz muitos anos, e não sei como o receberia agora; portanto prefiro continuar com a visão utópica talvez e nostálgica “daqueles mornos dias de antigamente”.

O assunto etimologia surgiu quando de um debate sobre a origem e o significado dos nomes com alguns amigos tão ou mais absurdos e surreais do que eu mesma. “Meu nome quer dizer isso”, “o meu quer dizer aquilo”. Bem, eu repentinamente comecei a me sentir pobre de significado quando não encontrava designações tão interessantes para o meu próprio nome de batismo e família.

Marcella Nespoli. Gosto da sonoridade, admito. Marrrtchellllla Nésssspoli, mas... Que diabos quer dizer isso? A origem italiana quase arde aos olhos, eu sei. Mas e daí? Havia descoberto há tempos que nespoli é o plural de nespolo, em italiano, significando a fruta “ameixa”. Ok. Ameixas. Meu sobrenome é “Ameixas”. Mas e o nome? Tentativas incessantes ao longo dessa curta existência nunca me trouxeram mais do que “derivado de Marcos, que deriva de Marte; ou ainda martelo”. Puxa, que profundo. Resolvo o dilema e fico com a opção “martelo”, instrumento poderoso utilizado pelo bravo Thor para massacrar gigantes.

Logo, sou “Aquela que martela as ameixas”.

Bonito, não?

Obrigada pela força, Dna. Etimologia!

[Obrigada, enfermeiro, por livrar por alguns minutos o braço direito da camisa de força. Quando sair daqui – eu SEI que vou sair – te pago um café! Puxa, precisava desabafar isso...]

 

[Continua abaixo]



 Polemizado por ...enfys... às 11h01
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[Continuação]

 

            Religião, um dos meus assuntos favoritos. Okay, gosto de ser manipuladora e usá-lo das formas mais sinistras possíveis, mas, pelas barbas de Thor, as pessoas têm de ter hobbies! O meu quanto à religião (dos outros, é claro) é rir. Posso dizer com a boca cheia que Gosto disso, e ao mesmo tempo, cuido muito bem da minha, para que não venha um bobo alegre qualquer tirar sarro das minhas liturgias e cerimônias. Cada um na sua, e eu na de todos, só espiando, sem danos maiores.

Sem mais firulas, pois me conhecem bem, e não preciso ficar explicando a que vim, comecemos. Pertinente talvez avisar que espero a primeira pedra de algum dos cristãos mais conservadores e ferrenhos que nunca pecaram ou riram...

            Alguém aqui já ouviu falar do 13º apóstolo? Não. Com Jesus, o hippie mais in da época, eles formavam um grupo de 14. Pois sim. O décimo quarto juntou-se a eles bem depois.

            Acontece que o menino de saias e pés-sujos era muito bom com as palavras, bastante eloqüente e convincente mesmo, porém nem sempre acertava nas questões mais práticas. Isso era fato e foi manchete de diversas revistas de fofoca da época (vide o Novo Testamento, no blog de Deus). O escândalo sobre a reprovação de Jesus no exame prático visando à carteira de motorista foi motivo de burburinhos e chacota por toda a terra santa e adjacências por um bom tempo. Ele passou com louvor (haveria palavra mais adequada!?) no exame escrito e psicotécnico, mas falhou na hora do pega-pra-capar.

             Durante certo tempo, a Kombi financiada graças parte ao Pai do menino-líder, parte a Seu Juaréz – um paraguaio clandestino em Jerusalém que gerenciava um comércio também clandestino de venda, troca e financiamento de automóveis – ficou estacionada nos fundos da choupana em que Maria, a mãe, vivia com os outros filhos, ainda menores de idade na época, para infelicidade deles.

             Sempre que a turma precisava sair para motivos afins – desde pregar o evangelho até tomar uma branquinha no Pilato’s – era uma confusão; nenhum dos apóstolos queria perder uma vírgula do que dizia o mestre, portanto o volante não tinha a menor concorrência, e sobrava às moscas.

             Foi quando no meio de uma discussão fervorosa que aparece um jovem, maltrapilho, pé-sujo, mas de boa vontade, que se candidata à vaga para ascender ao volante do Alto – Altíssimo seria o pai dele (e isso, foneticamente, pode fazer alusão à palavra “auto”). Os treze homens voltam-se aos céus e louvam uma nuvem negra que anunciava chuva forte e lhes fazia apressar o passo para a entrada na Kombi. Saem os 14 homens felizes e sorridentes, cantarolando.

             O tataravô de minha bisavó sempre contava a seus filhos que a Kombi percorreu cada quilômetro da terra santa e municípios próximos, e na traseira dela podia-se ler:

 

             “Jesus nos guia, mas quem dirige é o Jeremiah”.



 Polemizado por ...enfys... às 11h00
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Cansado de tentar suicídio com aqueles líquidos malcheirosos e amargos?
Pois bem, agora saiu o novo Pinho Sol Laranja!!

Pinho Sol Laranja!?

Os publicitários devem ficar cutucando o nariz o dia todo, e cheirando meia suja pra inventarem coisas desse tipo!
Depois do sabão em pó com cheiro de SURF, chega ao mercado o revolucionário Pinho Sol Laranja...

O que virá depois?

Sapólio de frutas vermelhas?
Cândida sabor pêssego?
Desinfetante de tutti-fruti?
Cloro em dois sabores: pizza de mussarela e de calabresa?
Veja cítrico com polpa de frutas?
Amaciante com cheirinho de bolacha?
Detergente sabor queijo suíço?
Racumin de ervas finas?
Mister Músculo sabor lasanha?

A necessidade é a mãe da invenção, e pesquisas devem ter sido feitas com (parentes de) suicidas ou suicidas frustrados para encontrar os gostos certos para cada paladar, misturado com a ação infalível dos produtos de limpeza dentro do corpo humano.

"Agite antes e depois de beber - se houver depois!"

É como eu sempre digo... Há quem prefira Smirnoff Lemon, outros gostam de Pepsi Twist e Coca light Lemon... Eu prefiro o bom e novo Pinho Sol Laranja!!



 Polemizado por ...enfys... às 01h18
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