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...com uma leve influência nietzscheana...


Eu fui à sua casa

Subi as escadas

Abri sua porta sem tocar a campainha

Andei pelo hall, fui ao seu quarto,

Onde pude sentir seu cheiro.

 

Eu não devia estar aqui

Sem permissão

Não devia estar aqui...

 

Você me perdoaria, amor

Se eu dançasse no seu chuveiro

Me perdoaria, amor

Se eu deitasse na sua cama

Me perdoaria, amor

Se eu ficasse aqui a tarde toda?

 

Eu tirei minhas roupas,

Vesti o seu robe

Remexi suas gavetas

E senti sua colônia

Mexi nas suas coisas

Nos seus CDs

Toquei o do Jhonny

 

E eu não devia me demorar

Você pode chegar a qualquer momento

Não devia me demorar

 

Você me perdoaria, amor

Se eu dançasse no seu chuveiro

Me perdoaria, amor

Se eu deitasse na sua cama

Me perdoaria, amor

Se eu ficasse aqui a tarde toda?

 

Queimei seu incenso,

Arrumei a cama

Notei o bilhete que estava sobre a mesa

Ela dizia “Olá, amor!

Eu te amo tanto, amor

Encontre-me à meia-noite.”

 

E não!

Não era minha letra

- Acho que devo ir agora -

Não era a minha letra!

 

Então perdoe-me, amor:

Eu chorei no seu chuveiro

Perdoe-me, amor

Pelo sal no teu leite

Perdoe-me, amor

Se eu chorar a tarde toda?



 Polemizado por Enfys Vanadizzy às 13h30
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Enigmática Carroça da Meia Noite

Ao contrário dos outros animais deste Folkablogr, eu moro longe da civilização. É um ambiente hostil, onde as pessoas são (pasmem) monoteístas em quase toda sua totalidade, e não avançaram muito em qualquer aspecto no último século. Vivem uma rotina no mínimo exótica para uma pessoa comum. É como se fosse um daqueles filmes de Velho Oeste em preto e branco amarelado sem som, naquelas cenas de um cara de aparência suspeita sentado com um capim na boca olhando um lago monótono.

Até aí, tudo bem. Ao contrário do que vocês, pessoas da cidade, podem pensar, tem várias cidades como a minha que integram o que nós chamamos de Roça. A minha é até meio avançada, se não levarmos em consideração as peças que aqui fazem ninho. Nadar contra a maré não é tão difícil por aqui - pois como eu disse antes se trata de um lago monótono. Mas as vezes acontecem coisas que nos chamam a atenção, surpreendem mesmo, e nos fazem refletir, mesmo num lugar tão inóspito.

Voltava eu da aula, meia-noite, rua de casa. Na verdade eram umas onze horas, mas meia-noite cria aquele clima de penumbra cliché. Eu cruzava a rua como qualquer passante, quando fui surpreendido pelo som de cascos de cavalo contra o asfalto. Atônito, me virei e vi, sob a luz tênue dos postes, uma carroça (daquelas genuínas, feitas há 40 anos), com dois seres nefastos dirigindo (ou sei lá como se chama, "carroceando"). Roça é roça, mas isso a meia noite me fez pensar.

A corrente de pensamento se iniciou com a seguinte reflexão, dígna de meu amigo Hrufn: "Que deabos leva dois seres humanos a carrocearem no centro da cidade em plena meia noite de quinta feira pra sexta?"
Poderiam estar levando leite, grãos, ou algo pra ser vendido? Não, a carroça não tinha nada além deles. Cruel.
O que move o indivíduo a atravessar o vorpal frio da noite destemidamente por um meio tão arcaico e duvidoso, que não intimidar idiotas como eu?

Não consegui me responder. Até agora matuto com cautela. Se você tiver uma idéia, coloque nos comentários. E, de fato, o problema não é meu. Mas não deixa de ser pavoroso.

 Polemizado por Reidr às 10h32
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 O vento do duende vem de roxo junto com o piscar da inconsciência do javali.

 E tenho dito!



 Polemizado por Tristan às 08h56
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Uma vez poetisa...

 

- Ora, não postergue!

- Pois bem, ele tem um não-sei-quê...

- Hmm... não sei...

- Que?!

 

            **

 

Ausente injustamente

Injusta, a mente

Ah! mente

Não mente!

Não custa...

 

            **

 

Andrade,

Cá estou!

Caçoou –

Piedade...

 

            **

 

Amor teci

A morte em si

Amorteceu!

 

            **

 

Se um dia,

Co’ a alma vazia,

Chorares meu pranto

Prometo-te o canto.

Com doce loucura,

Calma Luzia,

Tu vales o encanto:

Tua boca, ternura!

 

...sempre poetisa!!!



 Polemizado por Enfys Vanadizzy às 16h07
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