Eita, periodozinho cruel...
O que fazer com tudo isso que eu to colhendo?
Uma descrença estranha em relação às pessoas.
Uma descrença confirmada em relação a outras.
A procura de uma resposta que não tem pergunta.
A vida empurrando feito trator pruns lugares que eu não quero ir, me distanciando da minha vontade.
Deve haver algo aí que eu preciso aprender, eu só não descobri ainda o quê.
Falei da colheita, e tenho certeza de que ela é parte de um ciclo natural. Você planta, você colhe. Nada mais simples.
Uma reavaliação do plantio, e uma confusão na hora de olhar os grãos... A sensação de colher arroz quando eu plantei trigo, ou olhar a roseira ontem tão bela, hoje morta... Não, não to culpando ninguém nem nada, muito menos eu mesma. É só que não entendo algumas coisas...
Confiei nos deuses e ancestrais para uma resposta. Percebi a atemporalidade deles. E sua sabedoria.
Se eles dizem "isso aqui vai ficar assim assado", não espere que seja pra amanhã... Os caras enxergam tão além e fora de uma idéia de tempo linear, que fica no mínimo estressante pra qualquer midgardiano limitado tentar fazer reflexões muito profundas ou colocar a palavra deles em andamento aqui. O negócio é enxergar além como eles - tentar, ao menos.
Ainda bem que eu compreendi essa jóia.
Não se trata de simplesmente aceitar as coisas da vida, como tolos fazem.
Nem de revoltar-se contra o hoje, porque você conhece o amanhã (lembrando que não estou falando de tempo linear). Afinal, todos podem conhecer o que será, se olharem pro que é e pro que está sendo. É simples mesmo! Talvez até o que será já determinou o que é, e nem tomamos conhecimento disso.
Comecei com gebo ontem, e passei muito mal na madruga... O que pode ter acontecido? Acho que por tê-la aqui dentro agora, algo incompatível com sua força e energia precisou sair. E isso é bom. Sinal de que deu certo.
Estou calma, muito calma. Não tenho pressa.
Polemizado por Enfys Vanadizzy às 13h55
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