A idéia quando eu escrevi este post em resposta à moça que comentou aqui era fazer uma brincadeira... No momento em que postei, já pretendia apagá-la em alguns poucos dias. Porém, com toda a sinceridade, não esperava nem imaginava que fossem rolar comentários tão legais e carinhosos das pessoas que vieram aqui.
Simone, foi tudo uma brincadeira... Eu realmente não sei quem você é, mas se quiser me conhecer virtualmente, meu MSN é manespoli@hotmail.com. Sinta-se à vontade para me adicionar, se quiser.
Amigos queridos, obrigada pelos comentários tão lindos!! Espero retribuir todos vocês!
Um grande beijo!!
Polemizado por Enfys Vanadizzy às 17h55
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Da fase "gay" e das possíveis soluções - Meras divagações e impressões desta que vos escreve (parte i)
Tá... minha mente insana não pára... nunca...
Só hoje, além de escrever umas coisas mais direcionadas, também escrevi uma meia dúzia de poesias e dois roteiros para curtas-metragens... :) Que venha a inspiração! Hail, Fjolsvith!
Mas não foi sobre isso que vim falar...
Estava lendo algumas comunidades do orkut, dentre elas "O mito do amor romântico", "Quem eu quero não me quer" e outras com enfoque em relacionamentos humanos, principalmente os amorosos.
É sabido por (quase) todos que deve estar havendo uma doidera cósmica, um fucking alinhamento de planetas, um recesso ou férias de deidades do amor ou sei lá o quê, que está provocando uma carência abundante e em massa, uma viadagem emocional sem número e uma grande busca – aparentemente frustrada – para o equilíbrio interno frente a esta fase global (sim, um amigo meu, na França, também deu seu depoimento para minha análise rs). O "M" outro dia nomeou isto como "TPM Mundial", e eu concordo com ele, não só por estarmos atravessando-a, mas também por relatos de diferentes pessoas de diferentes grupos, também no mesmo barco que nós.
O fato é que esta é realmente uma fase, um parêntese cósmico, que pode durar de 2 meses a 20 anos, não se pode saber...
Mas, enquanto isto, o que estamos aprendendo com tudo, além de herbologia, essências florais de Bach, psicologia e diferentes compressas e "simpatias" para consertar os corações partidos?
O que será que o universo, que se revela agora um grande engraçadinho e pedro-bó, está querendo mostrar a nós, humanos idiotas e limitados?
Paciência? Dizem ser uma virtude, talvez a maior, mas como tê-la quando se quer tanto algo? Como ser paciente quando nosso cérebro é capacitado a enviar mensagens de desejo e produzir elementos suficientes para a movimentação em prol da satisfação deste, inebriando o corpo todo com esta vontade de ir, fazer e satisfazer? Por que estes desejos são muito mais vorazes e furiosos quando brotam, mais ainda do que necessidades fisiológicas, como comer, beber ou fazer xixi - atos que, sozinhos, fazemos mecanica e distraidamente e que uma vez satisfeitos, param de incomodar? Eu visualizo estes primeiros como alarmes de carros, que não cessam de azucrinar o crânio até que uma chave devidamente contatada gire e o barulho pare...
Será a dependência da vontade de outro que, não raro, vai na contra-mão da nossa o enfoque do problema? Esta seqüência a seguir explicaria o aumento do desejo: 1) a constatação de que ele não pode ser imediatamente satisfeito, 2) a negação do consciente face a esta constatação e 3) a criação de ilusões e delírios próprios, onde o dono da vontade inversa à nossa vira uma personagem enfeitada com tudo o que há de bom e perfeito - esta criação ajuda o cérebro consciente e subconsciente a aceitar teoricamente a falsa satisfação momentânea do desejo, mas na realidade, isso cria uma negação ao que de fato está ocorrendo no mundo exterior, e daí vem a frustração e o conflito interno, que podem trazer consigo um leve sintoma de autismo e esquizofrenia...
Sobre este sintoma, usei os dois termos, pois ambos são basicamente caracterizados pelo mergulho do ser em si mesmo e em seu próprio e pequeno mundo, dentro do qual não são aceitos nem empregados valores e morais externos, e portanto o ser passa a viver e se relacionar apenas consigo mesmo, com os objetos e sensações que permeiam este "lugar" e com as personagens (reais-recriadas ou imaginárias) que vivem também neste inóspito ambiente.
Polemizado por Enfys Vanadizzy às 22h39
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Da fase "gay" e das possíveis soluções - Meras divagações e impressões desta que vos escreve (parte ii)
Como driblar isto, que parece tão terrível??? Não acho que seja com paciência... Nem com independência, como a conhecemos, porque também isto seria um tipo de patologia, onde você acha que tudo ao seu redor e que foi criado por você te alimenta e satisfaz, o que não é verdade...
Acho portanto que é aí neste ponto que entraria a fluidez e a capacidade de mutação e adaptação do ser ao seu meio - não confundir com acomodação e conformismo, que são péssimas saídas. Não só referente à fase mundial que eu citei antes - que não passa de mera divagação de um pequeno grupo, para explicar um aparente fenômeno que vem assolando muitas pessoas atualmente -, mas também em qualquer situação ou circunstância onde a "desvontade" do outro nos cause algum mal de qualquer tipo.
Quando os conflitos internos parecem muito invencíveis, acredito em duas saídas, que funcionam para mim.
A primeira consiste em escutar cada um deles, cada uma das minhas inúmeras "vozes" internas, que geram o conflito (não haveria antítese se não houvesse tese, e, seguindo por esta linha, afirmo com absoluta certeza que há síntese - dialética!!! - qualquer dia discorro sobre o tema, que me é fascinante) e entender as razões de cada uma, para que eu mesma forme e decida a síntese e viva melhor.
Já a segunda consiste em uma emersão de mim mesma, um desligamento consciente destes conflitos e uma percepção e audição maior do meio, em que tento conciliar e compreender o mundo externo da forma que ele no momento se apresenta, com o mundo interno, e daí então, formar e decidir a síntese e a maneira de me adaptar ao que previamente (e continuamente) percebi no mundo exterior.
Em ambos os casos, tudo se trata de escutar e, mais efetivamente, entender e conhecer a fundo as razões e porquês de algo ser deste ou daquele jeito. Sem compreensão e assimilação não pode haver solução. E sem aceitação e mutação, posso concluir que a espécie humana ou já estaria extinta há milhares de anos, ou ainda seria uma gama de quadrúpedes pelados e muito peludos...
Polemizado por Enfys Vanadizzy às 22h38
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