Fimbul Winter
Se aquela que brilha indagar
e quiser saber onde guardei minhas armas
não saberei responder
pois há muito não lustro minha espada
e há tempos não fixo sua bainha à minha cintura.
Se aquele que viaja perguntar
onde está sua companheira
não saberei responder
Pois há muito não calço meus sapatos de caminhada
e meu manto de peregrina descansa empoeirado.
Se aquele que ri vier e quiser brincar
não saberei o que fazer
pois o inverno chegou aqui,
embora nos campos o sol brilhe forte
e o gramado esteja verde e próspero.
E se o Belo se entristecer e chorar,
então a culpa e a vergonha cairão sobre mim
como a neve que empalidece a natureza.
Mas os tempos frios hão de ser vencidos pelo calor
E a espada uma vez mais reluzirá sobre o campo vermelho
Ainda que eu não possa planejar quando.
Pesadelos me assolam dia e noite
E vozes más me inundam o peito já dolorido.
Não sei o que fazer. Não sei.
O que resta é um braço ferido que segura um escudo quebrado
E uma névoa densa que esconde o inimigo.
Polemizado por Enfys Vanadizzy às 13h17
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