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...com uma leve influência nietzscheana...


Engraçado gostar muito de pessoas que vc nem sabe se significa algo, se é lembrada, se é recíproco... Nunca tinha parado pra pensar nisso, e hoje, ao quase dar um click, veio o click. Intrigante... Mas mesmo assim, não acredito que isso mude alguma coisa em relação ao que eu sinto... Nhéee... estranho mesmo!
 
Estranha também é a vida... eterno "ganha e perde", pieguice & cia. John Lennon disse que a vida é o que acontece com a gente enquanto estamos ocupados fazendo planos... E [quase] nenhuma frase poderia ser tão verdadeira. Se vc pára pra pensar, o mundo não vai parar pra te esperar... Shakespeare disse algo parecido com isso.
 
Hoje deu preguiça master de agrupar pensamentos e fazer um texto coeso... e, quer saber: foda-se. Quem disse que meus pensamentos são coesos? Chega de travas: por que sempre achei que não podia escrever um texto assim, desconexo, com parágrafos que não se subordinam uns aos outros, e com idéias que não se completam...? Será que é só por gostar de simetria e beleza, ou será porque meus parágrafos nunca se subordinaram de fato, e minhas idéias nunca se completaram...? Quem disse que deveria ser o contrário? Tema para reflexão, embora eu esteja de saco cheio de tanto refletir...
 
Há uns dias atrás, tive que trocar toda a fiação elétrica do lado esquerdo do meu cérebro por desgaste natural, e apesar da fiação nova, não to a fim de ter outro curto-circuito por causa de reflexões idiotas e crises de identidade e auto-confiança. Por que não era divertido transcrever e procurar nomes de ervas, plantas, árvores, raízes, animais, etc. em espanhol no google, pegar o nome científico, colar este novamente no buraquinho de pesquisa e mandar buscar pra achar o nome dos ditos cujos em inglês antes?
 
Ah! Outra coisa estranha sou eu mesma... Mas acredito que, uma vez estranha, tudo deve parecer estranho mesmo, sei lá... Tenho me dopado de café e fumado feito uma jumenta véia (jumentos velhos fumam?).
 
Não sei, mas a vergonha é um barato cruel. Tão oposta ao que é bom e livre... tão opos... tsc tsc tsc...
Estranhamente, acabou de soar um sounding horn aqui, e não foi delírio, certeza que não. Quem será o viking maluco que soa um horn em pleno bairro residencial da selva de pedras, no alto da meia-noite e 45 de uma terça-feira de lua minguante em peixes? Mistéééério... Ou será que a boiada está passando na Mário Vicente...? Bom, acho que não, porque não senti no chão a vibração de bois andando...
 
O Edu tem uma lista... uma lista de certezas... E isso é legal de se fazer, pois acho que quando as coisas se complicarem, você pode sempre recorrer à lista, mesmo não tendo certeza, e ir por eliminação... Hmm... Afinal, é bem mais fácil saber o que não se quer, do que o contrário...Ê, chão preto...
 
Qual será o melhor: desemeninar-se ou emulherar-se? Ou então desemulherar-se e emeninar-se? Nenhuma idéia, mas é idiota pensar que isso é real, apesar que o termo "pensar", aqui, tenha sido usado de uma forma puramente figurativa. Fiz até um poema sobre isso - que no momento não está atrativo aos meus olhos, então está guardado entre os milhares de rascunhos do outlook express. Hail, Microsoft, meu crânio, meu loft!
 
1² + 1² = 2, mas (1 + 1)² = 4... A matemática é bizarra, mas é bem mais lógica do que eu poderia ser em todo meu período de vida, e ainda que eu viva mais mil vezes, não serei um quarto tão lógica quanto a matemática...
 
Quanto a morrer queimada... Eu tenho trauma, desde a época da inquisição espanhola, em que eu virei brasa por ser uma feiticeira de mão cheia. Ainda bem que antes de morrer, eu entreguei tudo que tinha pro Samuel, um judeu que me amava naquele tempo, e ele guardou meus bens, aplicou bem meu dinheiro e quadruplicou minhas cabeças de gado na América, e que na minha última vida, eu pude reaver tudo (Samuel era jovem, e quando eu voltei pra terra, mais cedo, por bom comportamento, ele ainda estava vivo - velho, mas vivo - e o melhor: ainda me amava) e viver uma boa vida, rica e confortável, até conhecer o Gianpablo, um italiano quente, romântico e bom de cama, mas que era um extremo gastador, e aplicou minha fortuna em negócios furados, e depois nos fez perder tudo na corrida de cavalos. Essa é a razão de eu ser uma pobretona nesta vida... Mas, enfim... coisas das vidas... Urd e orlög que o digam!
 
Enfim, a madrugada é o que nos resta, como as únicas certezas da vida: a morte e a cerveja, pois todos haverão de morrer, mas enquanto isso não acontece, o negócio é beber!


 Polemizado por Enfys Vanadizzy às 00h32
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