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E com uma leve influência nietzscheana...


Cabeçadas...

Tenho andado muito triste. Triste mesmo. Com o peito apertado. Pensando nas mortes necessárias, nas vidas necessárias, nas atitudes que devo e que não devo tomar, nas coisas da vida, nas obrigações que assumi sem discernimento, nas fatalidades, nos acidentes, nas frustrações, nas traições, no perdão, na tristeza, na tristeza...

Estou só. Talvez lutando sozinha por algo em que talvez acredite. Ou com medo de ver as coisas como elas são (acreditando, então, no que diz meu coração). Aliás, escutar meu coração é algo que não tenho feito talvez há anos. Escuto o coração alheio - ou acho que escuto. Tenho procurado seguir o caminho "certo", fazendo tudo errado porque talvez esse não seja o meu caminho. Se não é meu caminho, então por que continuo seguindo por ele? Por medo. Medo puro. Medo de dar aquele passo. O MEU passo, o passo que leva ao MEU caminho. Estou farta do "certo". E se o "certo" estiver errado? Porra, à puta que pariu com essa dicotomia limitadora e entediante!

Estou profundamente desapontada. Comigo mesma. Por ter deixado as coisas acontecerem dessa maneira. Parece que vivo ao lado de um gabarito que contém todas as respostas corretas, e que me corrige antes mesmo de eu responder, antes mesmo de eu errar ou acertar! Só existe UMA resposta para tudo, para as perguntas mais profundas da vida? Só existe UM caminho, UMA verdade, UM jeito?

Eu deixei. Vivi como marionete, acreditando nas mãos que me balançavam, em suas intenções, em seu bom senso. E quando as mãos fingiam que me largavam, eu procurava dançar e me balançar da forma que as agradasse. Errei demais!!! Errei por isso! BURRA, BURRA, IDIOTA!

Deixei espaço vazio no território que deveria ter ocupado: O MEU! Vendi meu território, na verdade. A preço de banana. E por ter sido a preço de banana, perdeu o valor. Os territórios alheios passaram a ser mais interessantes. Vendi o território por ilusão de que o cultivariam. Havia muitas árvores frutíferas ali, flores, gramado e muito solo fértil para se plantar - ah, havia, sim! E vou tomar de volta meu território, pois sempre haverá chuva e sol para nutri-lo novamente! A Natureza nunca desaponta, já as pessoas...

Acho importante compartilhar as tolices que cometi. O "certo" seria não fazer isto, ainda mais publicamente. Mas estou seguindo o meu caminho, o que é bom para mim neste momento. Sinto-me mais leve, mas não o suficiente. Pouco a pouco, essa tristeza vai embora e uma outra vez renascerá uma pessoa que havia morrido para fortalecer com submissão os [fracos] que a rodeiam.

Estou aprendendo... entendendo minhas próprias referências, minhas próprias razões, meus próprios limites. Afinal, nunca estarei pronta - pois NÃO EXISTE GABARITO PARA A VIDA, certo?!



 Polêmica lançada por Enfys às 16h42
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